Cá entre nós, os últimos dois anos não foram exatamente glamorosos para a outrora reverenciada franquia de futebol da Konami. Basicamente, as últimas edições de Pro Evolution Soccer deixaram uma indelével impressão de algo copiado; reaproveitado; recauchutado. Sim, ainda era bom, mas não propriamente melhor ou mesmo diferente do que já havia sido visto antes.Mas, a julgar pelo peito estufado da Konami, tudo pode mudar com a versão 2010. A fim de brigar pelo espaço perdido para o cada vez mais crescente FIFA, da EA, a Konami pretende não apenas acrescentar uma pesada dose de novas perfumarias, mas rever a série desde as suas bases. Encontrar tudo que realmente não andava agradando muito, modificando aqui, polindo ali e mesmo reinventando acolá.
Para conseguir um resultado mais de acordo, ainda foram pesadamente sondado os fóruns mantidos por fãs do jogo, a fim de encontrar fraquezas e pontos altos de PES — já que reinventar totalmente a roda não parecia ser a decisão mais acertada. Jogadores veteranos e casuais, todos foram “ouvidos” a fim de que se encontrasse a fórmula que, finalmente, devolvesse à franquia a glória perdida.Entretanto, convenhamos, PES já foi colocado em pregão antes, conforme cada nova “cópia” era alardeada, propagandeada e inflada... mas se mostrava como muito “mais do mesmo” para quem olhava mais de perto. Afinal, o que pode realmente fazer de Pro Evolution Soccer 2010 a tão esperada “mosca branca” da série? Vamos aos detalhes.
Mais apresentável, bem mais acessível
A ordem primária da Konami parece ter sido bem clara: rever PES a partir das suas bases, tornando a experiência final mais convincente e variada, mas, principalmente, mais acessível a todo tipo de jogador — calma, os esquemas táticos mais complexos não foram deliberadamente amputados.
Isso fica bastante claro quando se coloca em um quadro comparativo as versões anteriores e as atuais dos jogadores. Francamente, o que se tem hoje é algo largamente mais convincente, com detalhes fisionômicos muito mais respeitados, sem aquele “quê” caricato. Agora será realmente possível reconhecer instantaneamente as feições características de jogadores como Jamie Carragher ou Fernando Torres.
No mais, ainda forma cortados os efeitos de luz pouco convincentes das versões anteriores, e até mesmo as camisas ganharam um tratamento gráfico mais adequado — até mesmo as costuras aparecem agora muito mais realistas, além de outros pequenos retoques. Pelo menos visualmente, a coisa toda se aproxima cada vez mais da vida real.
Mas não é só com as estrelas que o capricho da Konami tem sido maior. Outra reclamação recorrente dos jogadores parece ter sido acatada, e a multidão de placas de cartolina parece agora dar lugar para algo um pouco mais parecido com uma multidão real de jogadores. Tudo bem, os movimentos ainda estão um tanto erráticos, e nem tudo realmente convence, mas o modus operandi da torcida (que se levanta, olha para os lados, e interage) se parece mais com algo remotamente humano. Quem sabe, até a data de lançamento, com novos modelo...
Um passo além do Q.I. de almôndega!
Outra reclamação recorrente, outro tratamento pormenorizado por parte da Konami. Embora praguejar seja parte do que garante o prazer de se jogar/acompanhar futebol (seja ele real ou digital), convenhamos que várias atitudes de jogadores e goleiros nas versões anteriores de PES podiam, no melhor das hipóteses,Embora não seja um detalhe a princípio tão evidente — de fato, a maioria das melhorias se limitam a detalhes e nuances, o que certamente tem um grande mérito —, a I.A. (inteligência artificial) parece agora muito mais convincente, principalmente no sentido do número de bobagens cometidas em campo.







